Sábado, 02 de Fevereiro de 2002, 15h:29 A | A

O italiano que está em você - ins40

De Parigi, la Simonetta Sandri, con la quale me corispondo in Talian, la me fa a mi e a tuti i letori de Insieme sta bela riflession de la italianità che la porta via pal mondo. La dise:
“Il mio essere italiana nel mondo mi è sempre sembrato scontato, ho sempre portato con me il mio Paese senza troppo rendermene conto.
“Ho abitato in Belgio, e da quasi tre anni vivo stabilmente a Parigi. Prima mi dividevo fra la mia città, Ferrara, e la capitale francese, senza troppo riuscire a decidermi a partire. La difficoltà principale era la separazione dal mio Paese e, soprattutto, dalla mia piccola famiglia. Una volta deciso di partire, per effettuare alcuni studi universitari a Parigi, non riflettevo più troppo. Trovavo lavoro e restavo. Poco alla volta, sono rientrata nell’ambiente italiano, lavorando con il Patronato ACLI di Parigi e scrivendo su un giornale destinato agli italiani in Francia. La mia italianità me la portavo dentro. La mia lingua piaceva. Mi riempiva di gioia parlare della mia cultura, dei nostri artisti e delle nostre città. Una società francese, Medic’Air International, mi ha dato un lavoro con responsabilità crescenti, concedendomi una notevole fiducia. A Medic’Air tutti cominciano a parlare qualche parola di italiano. Ogni giorno ci si saluta con “arrivederci” o “a domani mattina”. Talora, in momenti particolarmente agitati (ci occupiamo di rimpatri sanitari aerei nel mondo, e dunque l’urgenza è la parola d’ordine...) spicca un timido “cos’è questo casino...!”. La mia italianità è apprezzata dai miei colleghi, quando dicono di amare la mia allegria, la mia fantasia ed il sorriso. L’italianità è tutto questo, oltre al colore ed al brio, alla gioia di vivere. Mi sento italiana non solo quando noto i testi dei nostri autori nelle enormi librerie parigine, ma anche quando vedo un ristorante di successo (e a Parigi sono tanti).
“Quest’anno, al Salone del Libro di Parigi del mese di marzo, l’Italia è  stata l’ospite d’onore e tutti i nostri più grandi scrittori eranno presenti.
“Mi sento italiana anche nelle critiche alla nostra politica o ai nostri governi, attuali o passati, indipendentemente dalle mie idee politiche. I politici degli altri Paesi non sono poi tanto migliori dei nostri.
“Mi sento italiana quando vedo Leonardo da Vinci al Museo del Louvre o quando mi parlano di Giotto, Michelangelo o Raffaello.
“Mi sento italiana quando vedo le pubblicità che coniugano l’arte con l’Italia, come mi è accaduto quando ad una mostra a Rue de Rivoli, mi sono resa conto che tutte le pubblicità che rappresentavano in qualche modo l’arte la coniugavano con il Bel Paese.
“Mi sento italiana quando vedo la moda o quando mi dicono che il nostro stile è inconfondibile.
“Italianità è Roma, madre di tutte le civiltà. “ 
“Italianità è una lingua che canta, un latino adattato.
“Italianità è storia, arte, diritto e religione.
“Italianità è anche cucina, caffé e Martini.
“Italianità è dunque per me essere fiera delle mie origini, scoprire che i miei connazionali hanno partecipato allo sviluppo economico ed alla vita politica di molti Paesi del mondo, come l’Argentina, il Brasile o gli Stati Uniti. Certo la mia italianità si esprime ferocemente anche quando mi accorgo che nel mio Paese molte cose non funzionano.
“Ad ogni modo, il mio essere italiana si esprime comunicando e facendo amare tutto del mio Paese.
“Non ho mai veramente pensato ad una definizione di italianità. Forse potrei ipotizzare una serie di sostantivi, intimamente legati ad essa e certamente non esaustiva: colore e luce, sapore, allegria, cultura, arte, storia, musica, fantasia e creatività, odore, armonia, simpatia, amore per la vita, pathos, gelosia, tenerezza, famiglia, amicizia, pazzia, caos, eleganza, “savoir vivre”e “savoir faire”.
“E, talora, anche sopravvivenza.”
E allora, lettore amico, è giunta la tua volta di brindare con “L’italiano che è in te”. Scrivimi.


u De Paris, a senhorita Sandri, com quem me correspondo em Talian, faz-me e a todos os leitores de Insieme essa bonita reflexão sobre a italianidade que carrega com ela pelo mundo a fora. Ela diz:
“O meu jeito de ser italana no mundo pareceu-me sempre falho, sempre leveu comigo a Itália sem dar-me conta disso.
Morei na Bélgica e há quase três anos vivo estavelmente em Paris. Ante eu me dividia entre a minha cidade, Ferrara, a a capital francesa, sem conseguir decidir-me. A dificuldade principal era a separação de meu País e, sobretudo, da minha pequena família. Decidi partir para realizar alguns estudos universitários em Paris e não refleti muito no assunto. Encontrava trabalho e ficava. Aos poucos, fui encontrando ambiente italiano, trabalhando com o Patronato ACLI de Paris e escrevento num jornal dirigido aos italianos na França. A minha italianidade eu a carregava comigo. A minha língua agradava. Me alegrava falar da minha cultura, dos nossos artistas e das nossas cidades. Uma sociedade francesa, Medic’Air International, deu-me trabalho com responsabilidades cada vez maiores, concedendo-me muita credibilidade. Na Medic’Air todos começam a falar alguma palavra em italiano. Todos os dias a gente se saúda com arrivederci  ou a domani mattina. Às vezes, em momentos particularmente agitados (ocupamo-nos do transporte aéreo de passageiros por motivos de saúde no mundo, e portanto urgência é a palavra de ordem...) salta um tímido cos’è questo casino...!. A minha italianidade agrada e meus colegas, quando dizem que gostam de minha alegria, da minha fantasia e sorriso. Italianidade é tudo isso além da cor e da garra, da alegria de viver. Sinto-me italiana não apenas quando vejo os testos dos nossos autores nas enormes livrarias parisienses, mas também quando vejo um restaurante de sucesso (e em Paris existem tantos).
Este ano, no Salão do Livro de Paris, em março, a Itália foi hóspede de honra e todos os nossos grandes autores estiveram presentes.
Sinto-me italiana também nas críticas à nossa política e aos nossos governos, atuais ou passados, independentemente de minhas idéias políticas. Depois, os políticos dos outros países  não são melhores que os nossos.
Sinto-me italiana quando vejo Leonardo da Vinci no  Museu do Louvre ou quando falam-me de Giotto, Michelangelo ou Raffaello.
Sinto-me italiana quando vejo publicidades que conjugam arte com Itália, como aconteceu numa esposição em  Rue de Rivoli, quando me dei conta que todas as propagandas que representavam de qualquer modo a arte a ligavam ao Bel Paese.
Sinto-me italiana quando vejo a moda ou quando me dizem que o nosso estilo é inconfundível.
Italianidade é Roma, mãe de todas as civilizações
Italianidade é uma língua que canta, um latim adaptado.
Italianidade é história, arte, direito e religião.
Italianidade é também cozinha, café e Martini.
Italianidade para mim é, portanto, ser orgulhosa de minhas origens, descobrir que os meus compatriotas participaram do desenvolvimento econômico e da vida política de muitos países pelo mundo, como a Argentina, o Brasil ou os Estados Unidos. Certo, a minha italianidade se exprime ferozmente também quando me dou conta que no meu País muitas coisas não funcionam.
De qualquer forma, o meu jeito de ser italiana se manifesta comunicando e gostando de tudo no meu País.
Nunca tinha pensado antes numa definição de italianidade. Talvez poderia imaginar uma série de substantivos, intimamente ligados a ela, e certamente não esgotaria o assunto: cor e luz, sabor, alegria, cultura, arte, historia, música, fantasia e creatividade, odor, harmonia, simpatia, amor pela vida, sofrimento, ciúme, afeto, família, amizade, loucura, caos, elegência, saber viver e saber fazer.
E, às vezes, também sobrevivência.”
E então, leitor amigo, chegou sua vez de nos brindar com “O Italiano que está em você.” Escreva-me.

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