Terça-Feira, 09 de Dezembro de 2014, 22h:10 A | A

Sophia Loren faz aniversário e Curitiba comemora com mostra especial

Foto AdnKronos / Arquivo Insieme

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Uma foto de Tazio Secchiaroli de cena do filme "La ciociara" (1960). Sophia Loren venceu o Oscar com sua interpretação.

CURITIBA – PR – Começou hoje (09/12) e vai até domingo (14/12) a mostra “Loren 80 – La Più Bella”, em comemoração ao 80º aniversário da atriz italiana Sophia Loren. O evento, com o apoio da Prefeitura e Fundação Cultural de Curitiba e do Consulado Geral da Itália em Curitiba, acontece na Cinemateca de Curitiba sob a curadoria de Antonio Cava, cuja empresa ( Cava Produções Artísticas) é a produtora. inclui apresentação de uma seleção de filmes em que Sofia atuou e uma exposição fotográfica com imagens do fotógrafo pessoal da artista, Tazio Secchiarolli.


Após a abertura, o primeiro filme a ser apresentado foi “Matrimônio à Italiana”. A exibição de filmes acontecerá todas as noites com sessões a partir das 19hs. A entrada é franca e os ingressos devem ser retirados uma hora antes na bilheteria da própria Cinemateca.
Os organizadores do evento divulgaram a seguinte programação de filmes:


Terça, 9 de Dezembro, 19 h.  Matrimônio à Italiana – Direção Vittorio de Sica. Comédia dramática. O filme de 1964 completa 50 anos. Baseado na obra teatral de Eduardo de Filippo “Filumena Marturano”. Conta a história da prostituta Filumena (Loren), por quem Domenico (Mastroianni) se encanta e propõem-lhe que mude de vida fazendo dela sua criada e amante. Durante anos ele a menospreza até que ela inventa um incrível estratagema para se casar oficialmente. 1964. Colorido. Língua italiana, legendas em português. Duração 97 minutos. 


Quarta 10 de Dezembro, 19 h.  Um dia muito especial – Direção Ettore Scola. Drama. A bela Antonietta (Sophia Loren), uma dona de casa negligenciada pelo marido fascista, e o radialista Gabrielle (Marcello Mastroianni), conhecem-se na primavera de 1938 - exatamente no dia em que Roma celebra a visita de Adolf Hitler a Benito Mussolini. O estranho casal vive uma intensa relação humana de dramas e esperanças compartilhados. 1977. Colorido. Língua italiana, legendas em português. 100 minutos de duração.


Quinta 11 de Dezembro, 19 h. Arabesque – Direção Stanley Donen.  Suspense e ação. David Pollock (Gregory Peck) é um professor americano que trabalha na Inglaterra e é perito em leitura de hieróglifos. O primeiro-Ministro de um país do Oriente Médio, o convence a se infiltrar em uma organização comandada por Nejim Beshraa. Todo o complô parece estar codificado em hieróglifos - e David pode decifrá-los. Na casa do chefe da organização Pollock conhece Yasmin Azir (Sophia Loren), a amante de Nejim que o ajuda a fugir. 1966. Colorido. Língua inglesa. Legendas em português. 105 minutos.


Sexta 12 de Dezembro, 19 h.  El Cid – Direção Anthony Mann – Épico. Charlton Heston e Sophia Loren estrelam esta super produção sobre a história do lendário herói espanhol El Cid. No século XI, o herói cristão procura celebrar a paz entre os membros da realeza visando promover a unificação da Espanha e a resistência contra os invasores mouros. 1961. Colorido. Língua inglesa e legendas em português. Duração 177 minutos.


Sábado 13 de Dezembro, 19 h.  Ontem, hoje e amanhã - Direção Vittorio de Sica. Vencedor do Oscar de Melhor Filme Estrangeiro. Loren e Mastroianni, vivem encontros e desencontros em três divertidas histórias sobre três diferentes casais em três contextos sociais distintos: "Adelina" é uma contrabandista de cigarros em Nápoles que, para evitar a prisão, faz filhos sem parar. "Anna" é uma burguesa de Milão que, para lutar contra o tédio, é infiel ao seu marido e sonha fugir com um jovem intelectual. "Mara" é uma moça leviana de Roma que seduz um jovem seminarista e decide fazer um voto de abstinência sexual para desgraça do seu namorado. 1963. Língua italiana legendas em português. 164 minutos.


Domingo 14 de Dezembro, 19 h.  Os girassóis da Rússia – Direção Vittorio de Sica. Clássico romântico. Ao fim da Segunda Guerra Mundial, Giovanna (Sophia Loren) se recusa a aceitar que o marido (Marcello Mastroianni) tenha morrido em combate na Rússia. Após anos sem notícias ela decide então viajar em busca de seu paradeiro, atravessando cidades e campos de girassóis; Paisagens russas até então pouco vistas em produções ocidentais. 1970. Colorido. Língua italiana. Legendas em português. 101 minutos. 

Sobre a exposição de fotografias “Loren 80 - La piu bella”, reunido  uma seleção de 30 fotografias de Tazio Secchiaroli, com cenas e bastidores de filmes protagonizados pela atriz Sophia Loren. os organizadores divulgaram o quanto segue:  “O cineasta Federico Fellini quem descobriu e apelidou o fotojornalista Tazio Secchiaroli de “paparazzo”, o fotógrafo indiscreto virou personagem no filme A Doce Vida. Com Fellini, ele aprendeu a lidar com as nuances de luz, tornando suas fotos mais sofisticadas. O fotógrafo abandonou o trabalho de rua para se especializar na fotografia de bastidores nos estúdios de cinema de “Cinecittá”, Roma. Procurava usar o mesmo filme dos diretores para que as fotos tivessem a textura do filme rodado. Fotografou Pasolini em “Medeia”, Visconti em “Rocco e Seus Irmãos”, Antonioni em “Blow-Up”, De Sica em “Girassóis da Rússia”, Ettore Scola em “Um dia Muito Especial”, entre outros. Os atores que antes fugiam da sua câmera indiscreta, passaram a querer ser fotografados por ele. Sophia Loren e Marcello Mastroianni tinham-no como fotografo pessoal e de confiança, estabelecendo uma relação profissional e de amizade durante anos.


Os amantes do cinema poderão apreciar as fotografias em preto e branco que transpiram poesia, intimidade, elegância e um toque de humor, somente possível a um grande fotógrafo que conseguiu estabelecer, com a fotografada, uma relação de total cumplicidade e confiança.


Secchiaroli faleceu no verão romano de 1998, deixando-nos um precioso acervo de fotografias da fase de ouro do cinema italiano. As fotografias pertencem ao arquivo Tazio Secchiaroli e estão sob os cuidados de seu filho David Secchiaroli.  A fotos foram selecionadas pelo curador Antonio Cava na Itália. Digitalizadas diretamente das fotografias e negativos originais, no laboratório Colorsystem, em Milão, com supervisão de David Secchiaroli e da pesquisadora Giovanna Bertelli.  As fotografias foram impressas no laboratório Fusão (SP), em papel fotográfico Fuji com laminação, e aplicadas em painéis de madeira em tamanhos variados.
Biografia Sophia Loren


Sophia Loren está entre as atrizes mais famosas do mundo. Sem dúvida a estrela mais brilhante da Itália. Atuou em mais de cem filmes. Ganhou vários prêmios entre eles o Leão de Ouro em Veneza, Cinco Globos de Ouro, o Bafta, além do Oscar de melhor atriz em 1962, fato inédito para um filme de língua não inglesa.


A vida de uma criança pobre que atinge o estrelato mundial pode parecer história de cinema, mas Sophia Loren teve uma infância difícil na pequena cidade de Pozzuoli devastada pela guerra no sul da Itália. Aos 14 anos, participou de um concurso de miss e, apesar de não ter levado o prêmio, conseguiu fazer algumas participações em filmes. Ainda adolescente, foi descoberta pelo produtor de cinema Carlo Ponti, com quem se casou mais tarde.


Depois de quase 30 filmes italianos, estrou em Hollywood no filme ‘Orgulho e paixão’, com Frank Sinatra e Cary Grant. Em 1958, fechou um contrato de cinco filmes com a Paramount e atuou novamente ao lado de Grant na comédia romântica ‘Tentação morena’. O reconhecimento pelo trabalho veio em 1962, quando Sophia Loren ganhou o Oscar de melhor atriz por ‘Duas mulheres’, do diretor Vittorio de Sica. No drama, ela interpreta uma viúva que abandona Roma com a filha de 13 anos para fugir das bombas da segunda guerra mundial. Foi a primeira vez em que uma atriz recebeu o prêmio da Academia pelo desempenho em um filme de língua não inglesa.


A década de 1960 colocou Sophia no estrelato. Depois do Oscar, ela fez dezenas de filmes nos Estados Unidos e na Europa, com cachês milionários, chegando a cobrar US$ 1 milhão para estrelar o filme ‘A queda do império romano’. No mesmo ano, foi novamente indicada à estatueta de melhor atriz pela comédia ‘Matrimônio à italiana’; Em entrevista, disse que se tratava de seu filme favorito. O longa-metragem foi uma das oito produções em que a atriz trabalhou com o diretor Vittorio de Sica, e também uma das grandes parcerias com o ator Marcello Mastroianni. Por conta do filme, que completa 50 anos, foi convidada de honra na edição deste ano do Festival de Cannes.


Mastroianni e Sophia Loren fizeram outros nove filmes juntos, incluindo ‘Um dia muito especial’ do diretor Ettore Scola, que mostra o início da amizade entre dois vizinhos no dia em que Mussolini e Hitler se encontram em Roma.


Em 1991, Sophia recebeu um prêmio honorário da Academia. Depois de 14 anos longe dos Estados Unidos, voltou às telas com ‘Nine’, um musical adaptado da Broadway. Ela foi a primeira escolha do diretor Rob Marshall para o papel da mãe do protagonista Guido Contini. Para marcar seus 80 anos, Sophia Loren protagonizou o curta “Voce Umana” adaptação do clássico texto de Jean Cocteau tendo a cidade de Nápolis como cenário, o filme foi dirigido pelo seu filho Eduardo Ponti. Este ano lançou o livro de memórias “Ontem, hoje e amanhã – A minha Vida”, um retrato de sua vida no cinema, com passagens de personagens ilustres, como Frank Sinatra, Audrey Hepburn e Marlon Brando. Com mais de 60 anos de carreira, Sophia Loren é até hoje considerada musa do cinema mundial, uma das atrizes mais belas e sensuais da história.”

Foto AdnKronos/Arquivo Insieme

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Um "real" rretrato fotográfico de Sophia Loren.

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