Quarta-Feira, 08 de Março de 2006, 17h:54 A | A

Brasileiros com cidadania italiana elegerão deputados e senadores para o Congresso italiano neste mês de março

u SÃO PAULO – SP - Pela primeira vez na história,  os cidadãos italianos residentes no exterior e os ítalo-brasileiros poderão eleger, pelo correio, seus próprios representantes para o Parlamento do país de origem de seus antepassados, através de documentação que receberão do Consulado até dia 22 de março e que deverá ser devolvida impreterivelmente até dia 30 de março..

As eleições políticas para renovação da Câmara dos Deputados e do Senado da Itália acontecerão a nível mundial  No colégio eleitoral da América do Sul, são quase 1 milhão os eleitores habilitados a votar e esses poderão eleger 3 deputados e 2 senadores que os representarão no Parlamento italiano.

Os deputados e senadores eleitos pelos residentes no exterior atuarão nas mesmas esferas daqueles eleitos na Itália, em termos de trabalhos no Parlamento. No Senado, os votos dos residentes no exterior poderão decidir quem será o novo Primeiro Ministro.

 No sistema italiano, o eleitor escolhe obrigatoriamente uma chapa para depois escolher o candidato em si, escrevendo o sobrenome do candidato escolhido na cédula que receberá em sua  residência. Esta campanha está basicamente dividida entre duas grandes coalizões de partidos: a  lista UNIONE e a lista CDL Casa della Liberta.

A UNIONE, tendo à frente Romano Prodi, ex-presidente da Comissão Européia e atual chefe da oposição, reúne os partidos progressistas, enquanto a CDL, liderada pelo atual Primeiro Ministro Silvio Berlusconi, reúne os partidos de direita.

A lista UNIONE chega à competição eleitoral para derrubar a estagnação econômica e social em que hoje se encontra a Itália e para estreitar o enorme potencial de relacionamento existente entre o Brasil e a Itália.

A chapa UNIONE concorrerá com 4 candidatos ao Senado e 6 à Câmara dos Deputados.

O Brasil apresentará 4 candidatos, 1 ao Senado e 3 à Câmara dos Deputados .Como candidato a Deputado, temos  o siciliano residente no Brasil, Fabio Porta.

Fabio Porta, nasceu em 1963 na Itália e  reside no Brasil desde 1996. Aqui se casou e hoje tem 2 filhas brasileiras.

Fabio formou-se em Sociologia Econômica na Universidade La Sapienza em Roma. Presidiu o Movimento Estudantil da Ação Católica Italiana de 1982 a 1986 e, em seguida, iniciou sua militância política na UIL União Italiana del Lavoro, como responsável pelos acordos internacionais de assistência social.

Como Presidente do Patronato Ital Uil desde 1996, trabalhou pela expansão da rede de atendimento, com abertura de sedes nas cidades de Porto Alegre, Curitiba, Florianópolis, São Paulo, Rio de Janeiro e Salvador, tendo sempre como base de seu trabalho a defesa dos direitos dos aposentados e dos italianos e ítalo-brasileiros que aqui vivem. Vem desenvolvendo também, em parceria com diversas instituições governamentais e não-governamentais, projetos de assistência a crianças e formação profissional de adultos e, em 2004, foi eleito vice-presidente do COMITES, Comitê que atua no Brasil na defesa dos direitos dos italianos que vivem no exterior.

Toda  sua experiência e sua bagagem na lida de interesses públicos resultou em uma proposta governamental que certamente vai de encontro às mais prementes necessidades e anseios  dessa enorme comunidade italiana.

Como deputado, Fabio Porta irá trabalhar para garantir aos cidadãos italianos residentes no exterior os mesmos direitos sociais e econômicos previstos na Constituição italiana; irá promover uma política voltada aos jovens, a segunda e terceira geração dos italianos, incentivando as bolsas de estudo e de trabalho na Itália, cursos de formação para descendentes de italianos, intercâmbio entre universidades e estágios em empresas; vai defender a lei que propõe a inclusão da Aposentadoria Social para todos os italianos idosos que vivem no exterior que se encontram em dificuldades econômicas e, também, lutar para a equiparação das pensões com a realidade local; reativar e potencializar a presença italiana nos projetos de cooperação internacional e de desenvolvimento econômico e social, totalmente abandonados e esquecidos pelo atual governo; estreitar as relações comerciais entre as pequenas e médias empresas locais e o mercado italiano, incentivando os contatos institucionais; valorizar a presença, a história e a cultura italiana na América Latina, dando o mérito adequado ao trabalho e às conquistas dos milhões de descendentes, em todos os campos, muitas vezes ignorados e desconhecidos na Itália e nas instituições italianas do exterior.

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