Terça-Feira, 14 de Março de 2006, 13h:03 A | A

Teatro italiano na inauguração do Festival de Teatro de Curitiba

 

© Cassiana Toazza - Curitiba

u CURITIBA-PR - O Consulado Geral da Itália em Curitiba promove, no âmbito da inauguração do Festival de Teatro de Curitiba nos dias 16 e 17 de março no Guairinha, duas apresentações do espetáculo Mirandolina, de Carlo Goldoni.

Mirandolina pretende resgatar um pouco da atualidade presente em uma das obras mais importantes e conhecidas do italiano Carlo Goldoni. A  montagem dirigida será por Roberto Innocente, a partir da obra do dramaturgo (cujo aniversário de 300 anos de nascimento será comemorado em 2007) e que estréia nacionalmente na programação da Mostra Oficial do Festival de Teatro de Curitiba – Edição 2006. Ressalta-se que a companhia é formada quase que exclusivamente por descendentes de italianos

 

Com a passagem pelo Brasil, do diretor teatral italiano Roberto Innocente, para a direção das óperas La Boheme, de Puccini, e La Serva Padrona, de Pergolesi, a convite do Teatro Guaíra de Curitiba, e com o sucesso de La Serva Padrona, ópera que conquistou a graça do público curitibano, deu-se andamento à montagem de Mirandolina, de Goldoni.

 

De maneira irônica, Mirandolina aborda a eterna guerra de sedução que marcou e continua a marcar a relação entre homens e mulheres no planeta. Na trama, Mirandolina é dona de uma hospedaria em Florença e, por conta da beleza e da simpatia, é cortejada por todos os hóspedes – em particular pelo Marquês de Forlimpompoli e pelo Conde D’Albafiorita. A vida da moça muda com a chegada do cavalheiro de Ripafrata, que a trata muito mal e a faz jurar vingança – o que, obviamente, resulta em uma série de situações cômicas e na paixão da qual o rapaz passa a sofrer.


A obra de Goldoni é normalmente associada à Commedia Dell’Arte, mas, no entanto, Roberto Innocente faz questão de ressaltar que boa parte da trajetória do dramaturgo não está exclusivamente vinculada ao gênero. “Goldoni lidou com o gênero. Porém, trabalhou para levar as máscaras para mais perto do caráter do personagem”, fala.


A afirmação vem de um diretor bastante familiarizado com as palavras do autor, em especial com a trama de Mirandolina. Na Itália, muito antes de embarcar nesta aventura com atores brasileiros, Roberto foi um dos intérpretes em uma montagem do texto. Anos mais tarde, responsabilizou-se pela encenação do mesmo em três diferentes ocasiões, a mais recente delas no primeiro semestre de 2005.


Para ele, o principal desafio de montar Goldoni no Brasil é trazer, para a língua portuguesa, o sentido e a fluência quase musical adotados pelo autor.
Mantendo o século 18 como pano de fundo (o que é visível em cenários e figurinos), o diretor mergulhou em um novo processo de tradução e no esforço de buscar, junto a seu elenco, um tom de interpretação que, mesmo mantendo a vibração popular, próxima do público presente no original, não resvale para um tipo de humor simplista e vulgar.


Com Leandro Borgonha, Lala Scremin, Ana Rosa Tezza, Patrícia Ramos, Fabio Lins, Leandro Daniel e Mauro Zanatta no elenco, Mirandolina terá apresentações nos dias 16 e 17 de março, às 20h30, no Guairinha.

 

Fonte e maiores informações: www.festivaldeteatro.com.br

 

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