Quarta-Feira, 05 de Fevereiro de 2003, 13h:55 A | A

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COSÌ TE ERUDISCO ER PUPO
(Antico detto romano)

© Edoardo Coen - SP

u A volte leggendo i giornali troviamo su articoli di storia delle vere e proprie “perle”. N ulla di catastrofico infine, tutti possono sbagliare, o prendere degli abbagli. Basti però che le dimensioni di queste “perle”, siano per così dire “normali”. Delle “perline” e non delle “perlone”, e in tale quantità da formare addirittura un’intera collana...!
Una di queste collane si trova a disposizione in un articolo “A Unificação da Itália” firmata da Guido Borgomanero, pubblicato in questo giornale nell’edizione del 03 giugno.
È una collana questa composta da “perlone” di tale grandezza e una “luce così viva” da far impazzire dal desiderio di venirne in possesso a qualsiasi potentato di Paesi africani o di membri dell’Opec...!
Cominciamo dalla prima... “perla”. L’ispirato autore (traduciamo dal portoghese) afferma: “E fu così che nel 1848 il primo passo fu dato grazie all’attività abile e geniale del conte di Cavour, con l’imperatore francese Napoleone III...”.
Veramente nel 1848 fu combattuta la prima guerra d’indipendenza, che terminò con la sconfitta di Novara e l’abdicazione del re di Sardegna Carlo Alberto.
In quell’anno, osia il 1848, “l’abile e geniale conte di Cavour” era appena un semplice deputato alla Camera, fresco di elezione (26 giugno 1848) che prese la parola per la prima volta il 4 luglio dello stesso anno.
La II Guerra d’Indipendenza, alla quale lo “storico”allude è del 1859.
Ma proseguiamo. Il Borgomanero, più avanti informa che Garibaldi, l’eroe della spedizione dei Mille, nel 1860 salpò da Quarto in direzione al fiume Volturno in Campania. Fin qui nulla da accepire. Non sapevamo però che il suo destino era questo e non Marsala in Sicilia, dove sbarcò l’11 maggio 1860, come ci avevano erroneamente insegnato quando frequentavamo la III Elementare...!
Sorvoliamo per amor di.... storia sulla “perlina” successiva, quando afferma che l’esercito che contrastò Garibaldi era quello napoletano di Francesco Ferdinando, il “re Bomba” che conoscevamo appena come Ferdinando II, ma che morì il 22 maggio, appena 11 giorni dopo lo sbarco dei Mille, lasciando negli impicci il figlio, che assunse il trabicolante trono con il nome di Francesco II, meglio conosciuto come “Franceschiello”, che dopo la sconfitta del Volturno (non sbarco) si asserragliò con la moglie Sofia nella fortezza di Gaeta il 6 settembre.
Un’altra “perla”, questa ben più consistente, perché saldata da altre due di uguale grandezza:
1) Chi comandava l’esercito italiano alla presa di Roma (breccia di Porta Pia) era il generale Raffaele Cadorna, padre di Luigi, quello della ritirata di Caporetto, per intenderci, nella prima guerra mondiale. Quanto al La Marmora, caso partecipò alla campagna, doveva essere Alfonso, dato che il fratello Alessandro era morto di colera il 7 giugno del 1856.
2) Il Papa Pio IX, Giovanni Maria Mastai Ferretti, dopo la presa di Roma, si considerò prigioniero nel Vaticano, e mai si sognò di rinchiudersi in Castel Sant’Angelo (Mole Adriana).
3) La famosa frase “Abbiamo fatto l’Italia, ora dobbiamo fare gli italiani”, fu pronunciata da Massimo D’Azeglio, e non da Mazzini, che d’altronde non era d’accordo sulla piega che prendeva lo Stato italiano, sotto la monarchia sabauda.
Vogliamo chiudere questa esposizione “perlifera” con un’informazione complementare, referente sempre alle affermazioni fatte dal Borgomanero. Da quello che afferma, si può dedurre che l’onda emigratoria italiana fu provocata dalla divisione della penisola in vari Stati. La verità è che il flusso migratorio prese le proporzioni di un vero esodo a partire del 1870, nove anni dopo la proclamazione del Regno d’Italia, e caso il fatto possa dire qualcosa, le regioni dove fu più forte l’emigrazione furono il Meridione, annessato al Regno nel 1860 e il Veneto nel 1866.
Se questo è il sistema di informare, non ci rimangono molte speranze. Ad ogni modo, ognuno è libero di scrivere qualsiasi cosa e nella forma che meglio gli conviene. La carta tutto accetta. Peró sarebbe più logico che sotto “certi titoli”, ci fosse ben chara l’avvertenza: “Secondo il grado di conoscenza e istruzione dell’autore”.¥


Assim eu educo a criança
( ANTIGO DITADO ROMANO)

u Muitas vezes, lendo os jornais, encontramos em alguns artigos de História verdadeiras “pérolas”. Nada de catastrófico, afinal, todos podem errar ou se enganar. Seria suficiente que tais “pérolas” fossem de dimensões “normais”; “perolinhas” e não “perolonas” - muito menos na quantidade suficiente para fazer colares!
Um desses colares encontra-se à disposição no artigo “A unificação da Itália”, assinado por Guido Borgomanero, publicado neste jornal na edição de 3 de junho. É um colar feito de “perolonas” de tal grandeza e uma “luz tão viva” a ponto de fazer enlouquecer pelo desejo de possui-la qualquer potentado de países africanos ou de membros da Opec...!
Comecemos pela primeira... “pérola”.
O inspirado autor (traduzimos do português) afirma: “E foi assim que em 1848 o primeiro passo foi dado graças à atividade hábil e genial do conde de Cavour, com o imperador francêsNapoleão III...”.
Na verdade, em 1848 foi combatida a primeira guerra de independência, que terminou com a derrota de Novara e a abdicação do rei da Sardenha, Carlo Alberto.
Naquele ano, 1848, “o hábil e genial conde de Cavour” era apenas um simples deputado na Câmara, recentemente eleito (26.06.1848), que tomou a palavra pela primeira vez em 4 de julho do mesmo ano.
A II Guerra de Independência à qual o “historiador” alude é de 1859. Mas, prossigamos. Borgomanero afirma mais adiante que Garibaldi, o herói da Expedição dos Mil, em 1860 levantou âncora de Quarto, em direção ao rio Volturno na Campânia. Até aqui, nada a acrescentar. Porém não sabíamos que seu destino era esse e não Marsala, na Sicília, onde desembarcou em 11.05.1860, como erroneamente nos tinham ensinado quando fizemos a III série fundamental...!
Vamos passar por cima pelo amor da... história sobre a “perolinha”, quando afirma que o exército que se defrontou com Garibaldi era o napolitano de Francisco Ferdinando, o “rei Bomba”, que conhecíamos apenas como Ferdinando II, mas que morreu no dia 22 de maio, somente onze dias depois do desembarque dos Mil, deixando em maus lençóis o filho, que assumiu o periclitante trono com o nome de Francesco II, mais conhecido como Franceschiello e que, depois da derrota do Volturno (e não desembarque), trancafiou-se com a mulher Sofia na fortaleza de Gaeta em 6 de setembro.
Uma outra “pérola”, esta bem mais consistente porque fundamentada em outras duas da mesma grandeza:
1) Quem comendava o exército italiano na tomada de Roma (assalto da Porta Pia) era o general Rafaelle Cadorna, pai de Luigi, aquele da retirada de Caporetto, para deixar bem claro, na primeira guerra mundial. Quanto ao La Marmora, caso tenha participado da campanha, deveria ser Alfonso, uma vez que o irmão Alessandro tinha morrido de cólera em 07.06.1856.
2) O Papa Pio IX, Giovanni Maria Mastai Ferretti, depois da tomada de Roma, considerou-se prisioneiro no Vaticano e nunca sonhou se fechar no Castel Sant’Angelo (Mole Adriana).
3) A famosa frase “Fizemos a Itália, agora temos que fazer os italianos”, foi pronunciada por Massimo D’Azeglio e não por Mazzini, que - por outro lado - não estava de acordo com os descaminhos do Estado italiano sob a monarquia Savóia.
Desejamos encerrar esta exposição “perolífera” com uma informação complementar, sempre ligada às afirmações feitas por Borgomanero.
Pelo que afirma, pode-se deduzir que a onda de emigração italiana foi provocada pela divisão da península em várias Nações. A verdade é que esse fluxo tomou as proporções de um verdadeiro êxodo a partir de 1870, nove anos depois da proclamação do Reino da Itália e, caso o fato possa dizer algo, as regiões onde foi mais forte a emigração foram o Sul, anexado ao Reino em 1860, e o Vêneto em 1866.
Se esse é o sistema de informar, não nos restam muitas esperanças. Em todo caso, cada um é livre para escrever qualquer coisa e na forma que melhor lhe convier.
O papel aceita tudo. Porém seria mais lógico que sob “certos títulos”, estivesse bem clara a advertência: “Segundo o grau de conhecimento e instrução do autor”.

(Tradução Jeanine Campelli)¥

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